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9/4/2006 És eternamente responsável por tudo aquilo que cativasAndando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as... Eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou... ...E foi então que apareceu a raposa: - Bom dia, disse a raposa. - Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada. - Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira... - Quem és tu? Perguntou o principezinho. Tu és bem bonita... - Sou uma raposa, disse a raposa. - Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste... - Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. - Ah! Desculpa, disse o principezinho. - Que quer dizer "cativar"? - É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..." - Criar laços? - Exactamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo... Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo... A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe: - Por favor... Cativa-me! Disse ela. - Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer. - A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! - Que é preciso fazer? Perguntou o principezinho. - É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto... No dia seguinte o principezinho voltou. - Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais. - Que é um ritual? Perguntou o principezinho. - É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. (...) Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse: - Ai! – Exclamou a raposa – Ai que me vou pôr a chorar... - A culpa é tua, disse o principezinho. Eu não te queria fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse... - Pois quis. - Mas agora vais-te pôr a chorar! - Pois vou - Então não ganhaste nada com isso! - Ai isso é que ganhei! Disse a raposa. Por causa da cor do trigo… Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo. (...) - Adeus... - Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos... O essencial é invisível para os olhos – repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer. - Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante. - Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... Repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer. - Os homens já se esqueceram desta verdade, disse a raposa. Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa... "O Principezinho", de Antoine de Saint-Exupéry 1/14/2006 Por que temos tanto medo de ficarmos sozinhos?Em primeiro lugar, eu diria que a resposta é óbvia e até genética: somos seres criados para a troca, para o relacionamento, para o amor! Somos seres em busca do prazer, da convivência, da reciprocidade. Seria como dizer que, em princípio, somos apenas metade do que podemos vir a ser.
"Rosana Braga" 12/21/2005 Tamos velhos pá!Em conversa com o irmão mais novo de um amigo, cheguei a uma triste conclusão. A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que
orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros, nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem?", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era, para ele, como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?) O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual ... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul!!! ... Quem não chorou com a morte do velho Chanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada. Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos. Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo Doce. O Bate-o-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho... Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft. Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está 2 meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava um malho nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"... Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca a ver se a namorada estava grávida, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos. Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de prenda de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo. Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta. Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada 10 putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o tóto que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada. Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele. 11/3/2005 Dinah Ralph"Como é reeconfortante sentirmo-nos a salvo com alguém. Não ter de ponderar os pensamentos, nem medir as palavras, mas deixá-las livres, como surgem o joio e o trigo juntos, sabendo que uma mão fiel os colherá, os haverá de separar, guardará o que tem valor e com um sopro compreensivo,deitará o resto ao vento." E tu aprendes...Depois de algum tempo tu aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E tu aprendes que amar não significa apoiar-te, e que a companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contractos e presentes não são promessas. E começa a aceitar as tuas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as tuas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para planos, e o futuro tem o costume de cair em vão ao meio. Depois de um tempo tu aprendes que o sol queima se ficares exposto por muito tempo. E aprendes que não importa o quanto tu te importas, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferir-te de vez em quando e tu precisas perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la e que tu podes fazer coisas em um instante, das quais podes te arrepender pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tu tens na vida, mas quem te tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitira escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que o teu melhor amigo és tu e podes fazer qualquer coisa, ou nada, e ter bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem tu mais te importas na vida são tomadas de ti muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegas-te, mas onde estás indo, mas se tu não sabes para onde estás indo... qualquer lugar serve. Aprende que, ou tu controlas teus actos ou eles te vão controlar, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que tu esperas que te chute quando tu cais é uma das poucas que te ajudam a levantar. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que tu aprendes-te com elas do que com quantos aniversários já celebraste. Aprende que há mais dos teus pais em ti do que tu supunhas. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são tolices, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não te ama do jeito que tu queres que te ame, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tu tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julgas, tu serás, em algum momento, condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. Portanto, planta teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperar que alguém te traga flores. E tu aprendes que realmente podes suportar... que realmente és forte e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida!" A CumplicidadeA cumplicidade é , de facto, algo difícil de atingir.Vem depois dos medos, dos sonhos, da demarcação de espaços, de risos, de horas de conversa, de lágrimas...Ou será que não? Será que não temos qualquer poder interventivo na criação de cumplicidade e ela aparece apenas porque só há determinado número de pessoas destinadas a ter esse estatuto nas nossas vidas? A cumplicidade é saber exactamente o que a outra pessoa deseja, o que a vai fazer feliz ou infeliz. É saber que detesta tomar café em copos de plástico, que adora acordar ao som de música, que prefere o mar á piscina, que centros comerciais a/o irritam, que adora fins de tarde de Verão, sentir a chuva na cara e que, decididamente, só gosta de gelado se fôr de chocolate e salpicado de amêndoa ralada. A cumplicidade é fazer o outro rir e quando o outro ri sem nós, saber porque o está a fazer. A cumplicidade é, num olhar, conseguir perceber o que o outro pensa e porque o pensa. Cumplicidade é a troca de experiências, a partilha de tempo e espaço, a partilha de memórias. A cumplicidade é um estado confortável, um estado que nos permite estar lado a lado com outra pessoa e não ter que proferir palavra para sermos compreendidos. É ouvir com o pensamento, ouvir com a essência e saber responder com o olhar e com a respiração. E quantas pessoas encontramos que nos façam sentir assim? Quantos "cúmplices" teremos para as nossas ideias, os nossos sonhos?... Talvez poucos, muito poucos e talvez por isso e por nos vermos espelhados na outra pessoa temos medo de, ao perder a cumplicidade, perder parte de nós... 11/1/2005 FantasiasAs relações virtuais trazem consigo violento risco de dispersão da realidade. A fantasia desenvolvida no vídeo pode ser facilmente adoptada como ponto de partida para uma ilusão que chega a afectar a "vida lá fora". Nos casos onde os relacionamentos, por chat ou troca de mensagens envolvem muitas fantasias, é muito comum que alguém saia "ferido" ou não seja correspondido sua fantasia amorosa. O que ocorre é que muitas pessoas entram pelo caminho "cego" da paixão, demorando muito tempo para poder encontrar a clareza e a consciência novamente. O sentimento amoroso ao qual alguns indivíduos se referem nos chat sensuais, frequentemente é um estado de carência onde a presença de uma paixão, mesmo que puramente fantasiosa, passa a ser de grande importância para a melhora principalmente da auto-estima. O processo da paixão, nestes casos ocorridos na NET, permeia uma forte dose de narcisismo e de auto-valorização. Apaixonar-se por uma ideia que está no monitor do próprio computador, apaixonar-se por uma imagem que está dentro da própria cabeça, apaixonar-se pelo próprio ideal de prazer é, no mínimo, um processo narcísico, onde a pessoa está procurando se deparar com suas potencialidades, desejos, capacidade de sedução e de auto-reconhecimento. A ilusão de se estar vivendo uma paixão acaba colocando muitos obstáculos na visão consciente do indivíduo. Visão consciente no sentido de sua realidade, de seus aspectos internos e de quanto, realmente, ele está ou não podendo se aceitar como um ser que sente, pensa... enfim, vive. Dentro dos canais de chat, esta sensação pode, caso a pessoa deseje, tornar-se uma vivência bastante real em sua vida. No instante em que existe uma predisposição para o sentimento de paixão, podem aprender a vivê-lo simplesmente dentro da fantasia que os chats oferecem a todo momento. O que mais vale é a possibilidade da vivência interior e muito menos a de sua concretização. A RealidadeO facto de as pessoas não se exporem fisicamente facilita ainda mais a abertura das emoções. Ao contrário dos encontros pessoais, em que a espontaneidade conta muito, nas mensagens via Internet a pessoa pode repensar suas palavras, usar citações de poesias ou elaborar o texto para surtir maior efeito. A máscara forma-se inevitavelmente. Nas relações virtuais as pessoas procuram e encontram companhia, cumplicidade, carinho, não importa muito o sexo ou condição económica do interlocutor. Os limites físicos (corporais e de distância) não existem. É o local onde as "almas gémeas" se encontram, onde se abrem as emoções, onde se encontra sempre carinho e aceitação. Nunca foi tão fácil aproximar das pessoas. As "amizades" surgem de um dia para o outro, basta estar aberto a elas. Nem tudo são flores, no entanto. Algumas pessoas aproveitam-se do anonimato para criar um personagem, ou seja, mostrar-se diferente do que são. Embalada pela fantasia, essa pessoa vende uma imagem ideal, a qual, enquanto a está a usar, chega a acreditar ser. Esse, acaba tornando-se o principal motivo das decepções no momento do encontro pessoal: cria-se uma expectativa de que o outro seja aquilo que mostra, e essa imagem nem sempre corresponde à realidade. Portanto... converse, brinque e "namore" na Net. Mas, se as coisas começarem a ficar "sérias", seja responsável e lembre-se: do outro lado desta máquina fria existe um coração. Chega uma hora onde não existe mais espaço para mentiras e personagens. E é nessa hora que também temos que aprender a tirar a máscara e voltar a ser nós mesmos!!!" Somos LoucosÉ o desejo de ver...Desejo de estar...Desejo de sentir...Desejo de ser... Quando usamos uma máquina fria como cúmplice para matar o tempo, nem prestamos atenção na partida que ela nos pode estar a pregar. As vezes, achamos que ela não nos presta atenção, que é inofensiva. As vezes, se pararmos para pensar, também nem prestamos atenção. Mas, quando menos esperamos e mais desatentos estamos, ela esta a vigiar-nos e a dizer: "Vou pregar uma partida a esses dois..." E eis que prega mesmo!!! A máquina fria, deixa de ser fria e torna-se, não uma máquina e sim uma Ponte. Uma ponte que liga ideias, sonhos, medos, vidas...pessoas. Pessoas cheias de histórias para contar e muito para ensinar, pessoas que não estavam a prestar atenção ao destino, mas deixaram-se levar...Seria loucura? Delírio? Carência? Falta de cautela? Não!!! São sonhos... O sonho de ser… O sonho de fazer... O sonho de sentir... O sonho de viver... Há momentos, que é bom deixar-se levar pela corrente. Voltar a ser criança, viver somente o que se sente. Ouvir as ondas como sussurros no ouvido, dizendo: "Deixa, deixa que eu te leve...Deixa...deixa...deixa que aconteça..." Se já chegamos até aqui? Para que recuar? Morrer e ficar sem saber se teria sido bom...? Pessoas incríveis, não se encontram todos os dias... Pessoas incríveis, são feitas para serem conhecidas. |
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